Posts de Maio, 2006

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XGL no Dapper

2006/05/31

Captura de tela com o XGLBizarro, galerinha! Olhem o screenshot doente que fiz hoje (há alguns dias atrás).

Explicação: estou girando o desktop e a janela de vídeo continua tocando na quina do cubo. O vídeo é um clipe do Arch Enemy. A janela também está com transparência, então dá pra ver os ícones atrás dela. No desktop à direita, dá pra ver a pasta com alguns vídeos dentro. À esquerda, estou atualizando o Ubuntu, pegando pacotes novos. Em cima, dá pra ver o applet que mede uso de CPU, memória e rede. A CPU está relativamente baixa, considerando o que está sendo feito.

A propósito, enquanto digito, as atualizações estão sendo aplicadas ao meu desktop. Acabei de notar que os ícones do screenshot que tirei agora há pouco são ligeiramente diferentes dos que vejo agora. Agora apareceram 2 popups avisando pra eu reiniciar o Firefox e dar um reboot no sistema. Trocaram meu Firefox e meu kernel, respectivamente. Aliás, cadê o "Ubuntu Dapper Beta" que estava escrito no papel de parede? Sumiu. :)

Para instalar o XGL, compiz e transset, segui esse tutorial. Inclusive fiz algumas observações sobre a minha experiência aqui. Vale lembrar que essas tecnologias são muito novas, portanto têm alguns bugs ainda.

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Enthroned

2006/05/23

Há alguns anos, cumpade Conrado, em sua fase mais black metal, contou-me uma situação interessante pela qual passou. Ele estava em um show qualquer, onde o som estava muito alto, e rolou um diálogo entre ele e mais alguém que foi mais ou menos assim:

- Pô! Conheci uma banda muito foda. Chama-se Enthroned.

- Entombed? Conheço. Também me amarro.

- Não! É Enthroned.

- Então! Tem até aquele disco… como é mesmo o nome?

- Não, rapá! É uma banda nova: Enthroned!

- Nova não. Conheço o Entombed há mó tempão, ó! (gesto com a mão)

Capa de Xes HaereticumEsse é o último disco de estúdio deles, Xes Haereticum. É o melhor da carreira deles, na minha opinião. Recomendo muito. Pra quem não conhece, tem alguns arquivos MP3 no site deles. Desse CD, tem a faixa Dance of a thousand knives em que se pode ouvir o refrão "Kali, our time has just begun".

Parênteses: não satisfeitos com cultuar demônios da cultura cristã, voltaram-se para o oriente em busca de novos conceitos em maldade. Encontraram inspiração para a faixa acima em Kali, a consorte de Shiva, o deus da destruição. Sendo este, o terceiro no trio que tem também Brahma, o criador e Vishnu, o mantenedor. Na verdade, o conceito de maldade ocidental não encaixa-se bem nesse caso. Só para constar, segundo os hindus, vivemos agora na era de Kali,o fundo do poço em termos de virtudes.

Ainda do Xes Haereticum, gosto especialmente das faixas Demon's claw e Vortex of confusion. O disco todo é ótimo: muita violência e blasfêmias. Curiosidade: no final da faixa Hellgium messiah (Messias inferno-belga?) tem o hino nacional da Bélgica.

Tenho outro disco deles, o Carnage in worlds beyond, cuja capa me faz lembrar daquele joguinho. Ambos muito bons. Nesse, fala-se de uma reviravolta de Satã depois de todos os acontecimentos descritos no apocalipse. Conrado também emprestou-me outro, The apocalypse manifesto, mais antigo, mas legal também.

Outro lance foda deles é como se entitulam em vez dos monótonos guitarrista, baixista, bateristas, etc. Ei-los: Sabathan, 4 strings devastation and lead vocals, Nornagest, 6 strings mutilation and vocals, N. Daemon, 6 strings strangulation e Alsvid, blasphemic machine gun.

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O método

2006/05/16

Estou terminando de ler o "Discurso do método" de Descartes. Um daqueles livrinhos de bolso que são bons para ler no caminho pra casa. É nesse que está o cogito ergo sum.

Durante a leitura, senti a pressão da igreja católica da época em vários pontos do texto. Para vocês terem idéia, no trecho onde estou agora, início da sexta parte, ele fala de "pessoas, a quem respeito e cuja autoridade não se impõe menos sobre minhas ações do que minha própria razão…". Essas pessoas desaprovaram uma opinião em um texto de um outro e ele ressalta "da qual não digo que partilhasse". A condenação pela qual Galileu passou o fez, naturalmente, desistir de publicar alguns textos anteriores e de tomar cuidado ao escrever os próximos.

O texto inteiro, na verdade, é escrito na defensiva. Em determinado momento, se não entendi errado, ele fala de um mundo hipotético criado por deus, mas cuja última intervenção deste foi o estabelecimento de suas leis (da Física?). Esse mundo prosseguiria evoluindo do seu caos inicial e daí surgiria uma Terra como a em que vivemos. Ou seja, me pareceu que ali ele expunha suas idéias ateístas ou algo assim, mas foi colocado de tal forma que passou pela 'censura' da época. Em outra parte existe uma 'prova' da existência de deus que também me pareceu puramente um artifício para escapar da fogueira. Tudo que pude entender de seu pensamento, incluindo a idéia de que razão e alma eram a mesma coisa, me levam a crer que os elementos religiosos de seu texto estão lá por causa do episódio com Galileu.

Vale lembrar que não saco nada de Filosofia e sei que os livros, em geral, dizem que Descartes era cristão. Eu só quis comentar, pois essa impressão foi muito forte enquanto lia. Se alguém souber que estou enganado, comente! Não vou me chatear de forma alguma.

O livro tem umas frases de mais de uma página emendada com 'mas sims', 'nem, portantos' e 'não obstantes'. Às vezes tem construções pouco legíveis como a primeira em negrito nessa postagem. Tem também um trecho sobre como Descartes pensava ser o funcionamento do sistema circulatório humano. Apesar disso, é agradável de se ler, pois parece-se com uma conversa. É pequeno: umas cento e poucas páginas. Recomendo a quem quiser. Quando terminar, empresto.

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Por que?

2006/05/13

Bem…

  • porque às vezes se está no ônibus e surge algum pensamento imbecil e não se tem com quem dividir esse lixo.
  • porque perde-se um tempo desgraçado tentando resolver algo e alguém pode ter o mesmo problema depois.
  • porque o Raul tem um também e no dele tava escrito “get your own blog”.
  • porque não é necessário saber escrever como Clara.
  • porque existem discos que merecem um comentário. O mesmo para livros.
  • porque tudo tem que ter um começo.

Sejam bem vindos