
Metal em Londres
2007/06/02
Antes de viajar, recomendaram-me comprar lá uma revista chamada Time Out. Trata-se de uma revista semanal que lista os diversos entretenimentos na cidade organizados por categorias como música, teatro, cinema, gastronomia e etc. Comprei-a na primeira segunda ou terça-feira lá e folheei a seção de música cuidadosamente e não fui capaz de encontrar nada do estilo que gostaria. Surpresa? Sim, foi, mas não deveria ser. Aqui mesmo no Rio, o (finado) Garage ou Heavy Duty não costumam aparecer em nenhum jornal ou revista. Ó, céus! Como encontrar o sub mundo do metal? Ora, da mesma forma que em qualquer parte do mundo.
Um dia estava andando pela Oxford Street, quando vi um casal com visual rock n roll típico. Usei de um boa tarde e um com licença para abordá-los e expliquei que era novo na cidade e estava à procura de metal preto, da morte ou metal pesado mesmo. Foram bem simpáticos e prestativos (veio à mente o contraste com a experiência portuguesa) e me recomendaram Camden Town e um lugar chamado Underworld.
No mesmo dia ou no seguinte, talvez, fui num showzinho a convite do Léo Almeida. Ele foi lá motivado por uma banda no estilo Cranberries, que não era a única nesse dia. Dentre as outras, havia uma punk, com uma mulher no baixo. Pô! Gostei da distorção. Era o que eu queria. Bem melhor que o ruído sintético que minha pedaleira faz. Ao final do show, fui falar com ela para pegar dicas. Ela recomendou o clássico Big Muff para meu baixo e o tradicional Intrepid Fox para mim. Vale lembrar o Intrepid Fox mudou-se do Soho para perto da estação Tottenham Court Road do metrô.
No sábado seguinte, fui então, para o Underworld. Entrei certo de que haveria distorção e gritos lá dentro e para minha decepção, era apenas uma banda de blues. Que deprimente. Saí de lá cabisbaixo e um moço que estava a distribuir filipetas, olhou pra mim e disse Ih! Deu azar, rapá. Hoje não tem nada aqui de interessante pra você. Conversei com ele e perguntei, então, sobre lugares e dias bons. Ele me deu várias dicas, inclusive, fazendo um mapinha. Gente boa. E quando disse que era brasileiro, ele mostrou felizão a tatu do Sepultura no braço. Falou de Ronaldinho, Kaká e tal e foi mais um a ficar confuso e decepcionado com fato de eu não me interessar por 22 homens correndo atrás de uma bola.
Bem, o resumão é o seguinte: da estação Tottenham Court Road do metrô, é mole chegar no Mean Fiddler e no Intrepid Fox e da estação de Camdem Town, num instante se chega ao Underworld ou ao Bar Monsta. Nesse último, encontrei alguns brasileiros. Aliás, onde não tem?
E ai camarada, blz?
Que aventura hein, muito loco, gostei!! Temos que marcar algo pra botar o papo em dia …
[]’s … t+,
raulpereira.
o underground é underground em qualquer lugar! e eu que pensava que só no rio seria assim.. entendo a sua surpresa ao olhar a revista. a gente costuma achar que a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa e que, óbvio, em londres o metal bomba! surpresas boas da vida.
Obrigada pelos escritos no blog.
beijão