
Cores
2007/10/13O olho humano possui dois tipos de células foto sensíveis em sua retina, a saber, os cones e os bastonetes.
O cones são divididos em três grupos, devido a diferença na maneira como respondem aos diversos comprimentos de onda. Basicamente, pode-se dizer que um grupo responde bem à luz vermelha, outro à luz verde e outro à luz azul. Assim, distinguimos as cores que observamos e qualquer outra cor além dessas é percebida como uma combinação. A consequência disso é que é impossível para nós distinguir uma luz amarela genuína de uma mistura de verde e vermelho em partes iguais.
O bastonetes, por sua vez, respondem à luminosidade sem distinção de cor. A vantagem deles é que a área exposta à luz é maior, portanto, quando a luz é fraca demais para os cones perceberem, são os bastonetes que nos ajudam a não chutar o pé da cama ao voltar da mijada noturna. Um porém é que a imagem que eles formam não tem a mesma definição da que os cones produzem. Assim, à noite, todos os gatos são realmente pardos e somos todos míopes.
Outra diferença entre eles é a distribuição. Os cones ficam concentrados mais no meio da retina. A consequência é que não distinguimos a cor de um objeto se estiver, por exemplo, no limiar da nossa visão à esquerda, enquanto olhamos para frente.
Mais uma diferença interessante é que os bastonetes percebem mudanças com mais rapidez. É possível perceber o flickering do monitor a 60 hertz com os bastonetes, ou seja, com o canto do olho. Os cones, não sacam nada. Isso também causa um fenômeno curioso. Certa vez, me deram uma caixa de fósforos vermelha que tinha umas coisas escritas em verde com a mesma luminosidade. Apenas os lentos cones percebiam o que estava escrito. Ao movimentar a caixinha em frente aos olhos havia um atraso do texto em relação ao resto da caixa. Divertido.
Depois que a informação de cor sai da retina e passa para o nervo óptico, ela é codificada em dois canais para crominância e um para luminância. Ainda tricromático, mas num sistema diferente. O formato de imagem JPEG, por exemplo, usa uma codificação semelhante para compactar a imagem eliminando alguns detalhes.
De novo vem a pergunta, Pra que esse papo chato? A resposta é que eu sou chato e ponto. Dito isso, eu afirmo agora, com embasamento teórico ,que gosto de preto. Meus sapatos, minha mochila, meu baixo. Todos pretos.
Caraio rapaz!! Acho que o bagulho consumido foi do bom hein …
Gostei do comentário estilo “Wikipédia”, apesar de que duvidei de alguns comentários. Fiquei tentando ver objetos no “limiar da visão” e consegui distinguir sim a cor de todos. Também não consegui reproduzir a experiência da caixinha de fósforos, tentei com vários objetos com textos coloridos e não percebi nada como o que você descreveu. Será que você ainda tem a tal caixa de fósforos pra me mandar? rsrsrs
sinceramente, eu não entendi o que os cones e bastonetes tem a ver com sua preferência pelo preto… mas achei legal o, talvez acidental, caminho que você fez: do ‘branco’ para ‘cores’, para chegar enfim ao ‘preto’. bjs
Continuo sóbrio como sempre, os experimentos são sim verificáveis, quem não viu, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé (pra rimar) e o final saiu igual a cara do autor, quis fazer graça, mas não deu certo, não leve a sério.
parabéns pela publicação.
Ajudou muito em meu simulado. =D